--- Cónsul de Perú en Sao Paulo: Es muy triste ver nuevamente un Mundial sin la selección peruana [VIDEO]
RESUMO
Nesta extraordinária experiência paulista, no meio da festa do mundial, decidi buscar um dos peruanos mais importantes nesta cidade brasileira. Arturo Jarama, Cônsul peruano de São Paulo quem abriu suas portas para o Grupo EPENSA e, como bom anfitrião, falou de temas que nos levaram do futebol até a política atual nas nossas terras, compartilho com vocês a entrevista.
DB: O que o senhor sente vendo novamente um Mundial sem
a seleção peruana?
AJ:
Na verdade é muito triste, todos nos
entusiasmamos com a possibilidade de que venha nosso país estando perto, tínhamos
a oportunidade que compareça uma grande torcida. Teria sido muito emocionante.
Calculamos que aqui tem uns 18 mil compatriotas no estado de São Paulo.
DB: Indo pelo túnel do tempo, do que o senhor se lembra dos jogos preparatórios e classificações? Como passava entre seus familiares e seus amigos a emoção da festa do futebol?
AJ:
Lembro com particular emoção a classificação
para México 70’. Estava na escola, mas costumávamos ir com bandeiras no carro,
seguíamos todos os detalhes, inclusive fomos até a casa do presidente. O bonito
era que tínhamos um time com qualidade, uma qualidade manifestada no marcador.
Ganhamos o prêmio Fair Play e Teófilo Cubillas esteve perto de ser um dos máximos
goleadores.
DB: Tem algo de comparação com os ‘Quatro Fantásticos’ (Claudio Pizarro, Juan Vargas, Jefferson Farfán e Paolo Guerrero)
AJ:
Além das individualidades diria que para
se classificar tem que ter um preparo apropriado, nos compete a todos. O futebol
nos reflete como sociedade com todas nossas virtudes e defeitos, uma tarefa
deste tipo não se consegue de um dia para outro, não se consegue improvisando,
temos que estar prontos. A seleção peruana reflete a situação do nosso futebol,
teria que ver quais são os fundamentos que agora se veem refletidos nos
resultados.
DB: Manuel Burga é o principal responsável por isso?
AJ:
Não conheço os detalhes eu sou um sofrido
torcedor a mais, que confia em que façam o melhor trabalho possível.
DB: Quem é o jogador da seleção peruana que mais o impressionou?
AJ:
Héctor Chumpitaz foi excepcional, acho
que o espírito de festa dos nossos jogadores de futebol e, em geral de todos nós,
sempre está presente. O que eu diria é que tivemos a sorte de contar com um
grupo de jogadores com talento, que souberam assumir o desafio com a devida seriedade.
Foi uma conjuntura que foi muito bem aproveitada.
DB: A educação e o futebol vão de mãos dadas?
AJ:
Sim, soube que o nosso sistema educativo está
tentando recuperar as aulas de educação física, se por muitos anos os garotos não
as tiveram então… o que esperar! O esporte é fundamental na formação de todas
as pessoas, a competição alimenta o trabalho em equipe. Podemos ver esse reflexo
nas nossas jogadoras de vôlei e agora atletas, disciplina junto com sacrifício.
DB: Por que viramos um país com triunfos em esportes individuais e não nos coletivos?
AJ:
Um trabalho em equipe exige mais responsabilidade,
com um trabalho de base maior. No caso dos esportes individuais se concentra no
esportista e na sua família.
DB: O futebol tem esperança no Peru?
AJ:
Eu sou um sofrido torcedor, definitivamente
confio, tanto o brasileiro quanto o peruano gostam do ‘jogo bonito’. Acho que
sim, mas, além disso tem que fazer um trabalho com disciplina e de base.
DB: Qual é o candidato para ganhar o Mundial Brasil 2014?
AJ:
Diria que está entre Espanha, Brasil e Alemanha.
Nos últimos campeonatos os alemães e os espanhóis estiveram no cume.
DB: Poderíamos ter um jogador com melhor formato e aptidão?
AJ:
Fiquei muito surpreendido com a habilidade
de jogadores como Claudio Pizarro, quem em várias oportunidades sacrificou-se com
a seleção peruana onde dava para ver seu desejo de apoiar o time em todas as
posturas.
Certamente o Jefferson Farfán, sem dúvida, é um jogador
extraordinário e aqui Paolo Guerrero, chegou bem, mas infelizmente teve lesões,
na Copa América demonstrou ser um goleador nato. Temos potencial, mas os esportes
coletivos exigem um esforço maior e não somente infraestrutura.
DB: Falando um pouco em política. Apoia a reeleição de Susana Villarán para a prefeitura de Lima?
AJ: Na verdade, estou
desligado da política interna.
DB: Para terminar, qual é sua opinião sobre essa ‘influência feminina’ que tanto agita o poder do Peru?
AJ:
No nosso país tem setores que infelizmente
foram discriminados e menosprezados. Certamente, as populações mais desfavorecidas
pela sua pobreza, raça e condição de mulher. Essa é a razão de fundo que nos
indigna a todos, e nós certamente, agora num estado democrático, queremos um
país moderno onde esse tipo de papel seja superado.
Data:
14/06/2014
Locação:
Consulado Peruano em São Paulo – Brasil
Tradução:
profesoragaby@hotmail.com
+++ RESUMÉ
Au milieu de cette extraordinaire expérience pauliste, en plein vacarme de la coupe du monde, j’ai décidé d’aller à la rencontre de l’un des péruviens les plus importants de cette ville brésilienne. Arturo Jarama, Consul péruvien à São Paulo, a ouvert ses portes au Groupe EPENSA et, comme tout bon hôte, a abordé tous les thèmes, depuis le football jusqu’à la politique actuelle de notre pays. Voici comment:
DB: Que ressentez-vous lorsque vous voyez de nouveau le mondial sans la Sélection Péruvienne ?
AJ: C’est très triste, vraiment. Nous étions tous très enthousiaste devant la possibilité de voir le pays participer, vu qu’il est si proche. Il y avait la possibilité que viennent de nombreux supporters. Ç’aurait été très émouvant. Nous calculons qu’il y a environ 18 mille compatriotes dans l’État de São Paulo.
DB: Retournons en arrière dans le temps. Quels sont vos souvenirs des matchs préparatoires et des classifications ? Comment viviez-vous avec votre famille et vos amis l’émotion de la fête du football ?
AJ: Je me souviens avec émotion de la classification pour Mexico en 1970. J’étais au collège mais nous sommes sortis pour fêter ça avec des drapeaux sur les voitures. On suivait chaque détail; on est même allé à la maison du président. Ce qui était bien, c’est qu’on avait une équipe de qualité, ce qui se manifestait dans le compteur de score. On gagna le prix Fair Play et Teófilo Cubillas fut près d’être l’un des meilleurs buteurs.
DB: On peut les comparer avec les ‘Quatre Fantastiques’ (Claudio Pizarro, Juan Vargas, Jefferson Farfán et Paolo Guerrero) ?
AJ: Au-delà des individualités, je dirais que pour se classifier il faut une bonne préparation, qui nous concerne tous. Le football nous reflète en tant que société, avec toutes nos vertus et tous nos défauts. Une tâche de ce genre ne s’achève pas du jour au lendemain, ça ne s’improvise pas, on doit se préparer. La sélection péruvienne reflète la situation de notre football. Il faudrait voir quels sont les fondamentaux qui se reflètent dans les résultats.
DB: C’est Manuel Burga le principal responsable de cela ?
AJ: Je ne connais pas les détails. Je suis un supporter résigné parmi d’autres qui espère simplement qu’ils font le meilleur travail possible.
DB: Quel est le joueur de la sélection péruvienne qui vous a le plus impressionné ?
AJ: Héctor Chumpitaz fut une exception. Il me donne l’impression que l’esprit chahuteur de nos joueurs, et de nous tous en général, ne disparaîtra jamais. Ce que je dirais plutôt, c’est qu’on a eu de la chance d’avoir un groupe de joueurs talentueux qui surent relever le défi avec le sérieux nécessaire. C’était une conjoncture dont on a su profiter.
DB: L’éducation et le football vont de pair ?
AJ: Oui. J’ai appris que notre système éducatif commence tout juste à essayer de récupérer les classes d’EPS. Si durant des années les jeunes ne les ont pas eus alors… Qu’attendons-nous ? Le sport est fondamental pour la formation de chaque personne. La compétition alimente le travail en équipe. Nous pouvons le constater chez nos joueuses de volley et maintenant nos athlètes : discipline et sacrifice.
DB: Pourquoi sommes-nous devenu un pays qui triomphe dans les sports individuels et non dans les collectifs?
AJ: Un travail d’équipe exige plus de responsabilité avec un travail de base plus large. Dans le cas des sports individuels, on se concentre sur le sportif et sa famille.
DB: Il y a de l’espoir pour le football au Pérou ?
AJ: Je suis un fan total et j’en suis définitivement convaincu. Le beau jeu, le ‘jogo bonito’ comme l’appellent les Brésilien, plaît autant aux Brésiliens qu’au Péruviens. Je crois que oui, mais à part cela, il reste un grand travail de discipline de base à faire.
DB: Qui est votre candidat pour gagner le Mondial Brésil 2014 ?
AJ: Je dirais que ça se joue entre l’Espagne, le Brésil et l’Allemagne. Aux derniers championnats, les Allemands et les Espagnols étaient au sommet.
DB: On pourrait avoir des joueurs au meilleur format et aptitude ?
AJ: J’ai été très surpris par l’habileté de joueurs comme Claudio Pizarro, qui s’est sacrifié en plusieurs occasions avec la sélection péruvienne, où on pouvait noter son désir de soutenir l’équipe sur toutes les positions.
Jefferson Farfán est indubitablement un joueur extraordinaire et ici Paolo Guerrero, il est bien arrivé mais lamentablement il s’est blessé ; il a démontré durant la Copa América qu’il était un buteur né. Nous avons le potentiel mais les sports collectifs exigent un effort majeur et pas seulement des infrastructures.
DB: En parlant un peu de politique. Vous soutenez la réélection de Susana Villarán à la mairie de Lima?
AJ: À dire vrai, je suis déconnecté de la politique intérieure.
DB: Pour conclure, quel est votre opinion sur cette ‘influence féminine’ qui soulève tant de problème avec le pouvoir du Pérou ?
AJ: Dans notre pays il y a des secteurs qui lamentablement ont été discriminés et dépréciés. C’est très certainement le cas des populations les moins favorisées pour leur pauvreté, leur race et leur condition de femme. C’est la raison de fond qui nous indigne tous, et nous, maintenant que nous sommes un état démocratique, nous voulons un pays moderne où ce type de traitement est révolu.
Date: 14/06/2014
Lieu: Consulat Péruvien de São Paulo – Brésil
Traduction: jnoelpappens@gmail.com
--------------
DB: Coming back through the time machine, what do you remember about the preparation and qualifications? What kind of emotions did you feel about the football party between your family and friends?
DB: Do you think it is compared with the “Fantastic Four” (Claudio Pizarro, Juan Vargas, Jefferson Farfan and Paolo Guerrero)?
DB: Which player of the Peruvian squad impressed you more?
DB: Do you think that education and football walks hand in hand?
B: Why our country has obtained success in individual sports and not in collective ones?
DB: Do you see hope in Peru’s football?
DB: Your candidate to win Brazil World Cup 2014?
DB: Is it possible to have a player with better format and skill?
For sure, Jefferson Farfan undoubtedly is an extraordinary player and here Paolo Guerrero, who arrived in good conditions but unfortunately he suffered sport injuries, at “Copa America” he demonstrated he is a true goal scorer. We have potential but collective sports demands greater effort and not only facilities.
DB: Talking about politics, do you support the reelection of Susana Villaran for the Municipality of Lima?
DB: Finally, What is your opinion about the “female influence” that is raising waves in the power in Peru?
FOTO:YURI RAMIREZ
ABSTRACT
In this extraordinary experience at São Paulo, in the middle of the joyfulness of the World Cup, I decided to look for one of the most important Peruvian citizen at this Brazilian city. Arturo Jarama, Peruvian Consul at São Paulo, opened the doors to EPENSA Group and, as a good host, he talked about different subjects going from football to recent political affairs in our lands; I would like to share with you.
DB: What do you feel when you see the World Cup without
the Peruvian Squad?
AJ:
Really, it is very sad; everybody was
encouraged by the possibility of our country participation as it is very close,
we would have the opportunity to receive a lot of fans. It would have been very exciting. We calculate that there are around 18 thousands
compatriots in São Paulo State.
DB: Coming back through the time machine, what do you remember about the preparation and qualifications? What kind of emotions did you feel about the football party between your family and friends?
AJ:
I remember with particularly emotion the qualification
for Mexico 70’. I was at school, but we
went to the streets to celebrate with flags in the car, we followed up all
details, included the visit to president´s house. The quality of the team was the best; this
quality was demonstrated in the score. We won the Fair Play prize and Teofilo
Cubillas was almost one of the maximum goal scorers.
DB: Do you think it is compared with the “Fantastic Four” (Claudio Pizarro, Juan Vargas, Jefferson Farfan and Paolo Guerrero)?
AJ:
Additionally to individualism I might say that preparation is a must to get a proper qualification,
and everybody is involved. Football
reflects our society with all virtues and faults, this type of task is not
obtained from day to night, it is not achieved by improvising, and we have to
be prepared. The Peruvian national team reflects our football situation; we should
see the fundamentals that are now reflected in the results.
DB: Do you think that Manuel Burga has the main
responsibility?
AJ:
I am not aware of the details, I am a
simple suffering fan, who has confidence that people will do the best work as
possible.
DB: Which player of the Peruvian squad impressed you more?
AJ:
Hector Chumpitaz was an exception, I
think that the party spirit of our football players and in general of all of
us, is always present. What I can say is
that we were lucky having a player group with talent, that they knew how to assume
the challenge seriously. It was the situation that we knew how to profit.
DB: Do you think that education and football walks hand in hand?
AJ:
Yes, I realized that our education system
is recently trying to recover the physical education courses, if the young
people did not have this education for years, so… what do we expect! Sport is the base of education in everybody,
competence feeds the team work. We can
see this reflected in our Volleyball team and now athletes, discipline along
with sacrifice.
B: Why our country has obtained success in individual sports and not in collective ones?
AJ:
A team work requires more responsibility
with a greater base work. In the case of individual sports, it is focused in sportsperson
and family.
DB: Do you see hope in Peru’s football?
AJ:
I am a suffering fan that completely
trusts my team; Brazilian as Peruvian enjoys the ‘jogo bonito’. I trust, but
additionally a base and discipline work is a must.
DB: Your candidate to win Brazil World Cup 2014?
AJ:
I could say that it is among Spain,
Brazil and Germany. Germans and Spaniards have been at the top in the last
tournaments
DB: Is it possible to have a player with better format and skill?
AJ:
I am very surprised with the skills of
our players as Claudio Pizarro, who in several opportunities deprived himself
for the Peruvian squad, where his efforts to support the team in all the
positions was noted.
For sure, Jefferson Farfan undoubtedly is an extraordinary player and here Paolo Guerrero, who arrived in good conditions but unfortunately he suffered sport injuries, at “Copa America” he demonstrated he is a true goal scorer. We have potential but collective sports demands greater effort and not only facilities.
DB: Talking about politics, do you support the reelection of Susana Villaran for the Municipality of Lima?
AJ: Really, I am
disconnected from the domestic politics.
DB: Finally, What is your opinion about the “female influence” that is raising waves in the power in Peru?
AJ:
In our country there are sectors that
unfortunately have been discriminated and undervalued. And it is true the unfavorable populations
due to its poverty, race and condition of being woman. This is the fundamental reason which outrages
all and we certainly, now in a democratic State, wish a modern country where
this type of role should be overtaken.
Date: 06/14/2014
Location: Peruvian
Consulate at São Paulo – Brazil
Translation: mertzb@hotmail.comFOTO:YURI RAMIREZ
No hay comentarios:
Publicar un comentario